Processo de produção do açúcar




A refinaria de açúcar é uma unidade de operação que pode existir independente de ser anexa ou não a uma unidade produtora de açúcar ou de uma usina sucroalcooleira. É na refinaria que acontece a redução de cor da matéria-prima recebida: açúcar cristal e ou açúcar VHP (Very High Polarity). A obtenção de açúcar refinado é classificada pela cor que o enquadram em tipos sólidos e líquidos, sendo:
- Açúcar refinado granulado, formado por cristais uniformes e definidos dentro de um padrão granulométrico.
- Açúcar refinado amorfo, sem formato definido com baixa granulometria (o Brasil é o único país do mundo que ainda produz este açúcar).
- Açúcar refinado líquido sacarose, solução líquida aquosa contendo aproximadamente 70% de sacarose pura, utilizado na formulação de produtos cujo componente é sacarose, como refrigerantes e bolos.
- Açúcar refinado líquido invertido, solução líquida de glicose e frutose obtidas da quebra da molécula de sacarose, possui elevada concentração dos açúcares.
A filtração existe em todas as etapas do processo de refino, desde a fase inicial de dissolução da matéria-prima componente, com peneiras estáticas do tipo inclinada ou peneiras vibratórias, compostas por tecidos sintéticos ou metálicos. Chapas perfuradas ou perfis trapezoidais são utilizados para a classificação das caldas formadas em função do grau de classificação exigido.
Nesta etapa, na fase de dissolução, também se utilizam filtros tipo cesto composto por perfis trapezoidais, que retêm os cristais sólidos perpendicularmente ao fluxo de calda, até que estes sólidos sejam totalmente dissolvidos. Na seqüência do processo, composto normalmente pelas etapas de flotação, são realizadas filtrações com uso de “Deep Bed Filter”, mais conhecido como filtro de leito profundo, com vasos pressurizados e leitos compostos por elementos de filtração ou grades compostas por perfis trapezoidais. Esta etapa que objetiva a separação de flocos formados no processo anterior, também pode ser realizada com filtros de pressão que se auxiliam com uso de meio filtrante formado por capas filtrantes de terras e carvão vegetal.
É curioso observar os processos mais antigos, que utilizavam de meios porosos orgânicos, como ossos das pernas de bovinos, que além da realização da separação da parte coloidal também objetivavam a redução desejada de cor, pois os ossos eram calcinados em fornos obtendo sua regeneração para cada ciclo de filtração, atualmente este processo não é mais aplicável.
Na seqüência do processo, as etapas de purificação como retirada de dureza (abrandamento) das caldas e descoloração são realizadas pelos processos de troca iônica, que é composto pela passagem das caldas em leitos profundos contendo as resinas ativas.
Finaliza o processo para obtenção do açúcar refinado, a filtração de polimento composta por filtros do tipo bag ou filtros cartucho, certificando uma calda de elevada pureza, reduzida a cor que a classifica como açúcar refinado.
Nos processos para obtenção de açúcares sólidos, a forma de refinado granulado é obtida pela cristalização por evaporação a vácuo, e o açúcar refinado amorfo através da auto evaporação de uma calda superaquecida. As etapas seqüentes destes produtos sólidos são a de peneiramento grosseiro (retirada de caroços), secagem, resfriamento, nova classificação de peneiramento fino e, nestas operações, além do uso das peneiras vibratórias auxiliadas por telas metálicas, também existem os filtros para os particulados aéreos, que são recuperados com o uso de filtros de mangas que se utilizam de mantas em poliéster agulhado.
Os açúcares líquidos ainda passam pelas etapas de filtração em leito de carvão ativado para retirada de cor e odor, depois são pasteurizados e passam por sucessivas etapas de filtração com uso de filtros bag ou cartucho.

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