Perspectivas futuras do etanol




A qualidade da tecnologia que o Brasil tem na produção de etanol proveniente de cultivos de cana-de-açúcar é inquestionável. Durante algumas décadas, o país recebeu investimento volumoso dos diferentes governos para o estabelecimento deste cultivo como prioritário e estratégico.

A estimativa para 2012 é que as áreas de cultivo de cana-de-açúcar atinjam a marca de 9 milhões de hectares no Brasil e que a produção de etanol seja de 25 bilhões de litros, obtidas de mais de 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Para 2030, a produção de etanol deverá atingir a impressionante marca de 67 bilhões de litros. Espera-se que com a biotecnologia e o desenvolvimento recente do genoma da cana-de-açúcar, o país caminhe a passos largos para solidificar o etanol como o biocombustível apropriado e sustentável para substituir mundialmente o petróleo.

Entre 1980 e 1990, destacam-se:

• A introdução em larga escala de variedades de cana desenvolvidas no Brasil
(principalmente pelos programas do CTC-Copersucar e do Planalsucar).
• O desenvolvimento do uso integral da vinhaça na ferti-irrigação.
•Controles biológicos na produção da cana.
• Desenvolvimento do sistema de moagem com quatro rolos.
• Tecnologia para operação de fermentações “abertas” de grande porte.
• Aumento na produção de energia elétrica na indústria (auto-suficiência).
• Uso final: especificações do etanol; motores E-100; transporte, mistura e
armazenamento do álcool.

Entre 1990 e 2000, podem ser apontados:

• Otimização do corte, carregamento e transporte da cana.
•Mapeamento do genoma da cana; transformações genéticas.
•Mecanização da colheita.
• Obtenção de excedentes de energia elétrica e venda para a concessionária.
• Avanços em automação industrial.
• Avanços no gerenciamento técnico (agrícola e industrial).
• A introdução dos motores flex-fuel.

Os valores médios de parâmetros de desempenho para a agroindústria no Centro-Sul, em 2003-2004, foram:

•Produtividade da cana: 84,3 t/ha.
• Açúcar% cana: 14,6.
•Conversão industrial: 86%.

Atualmente, o álcool no Brasil apresenta custos muito competitivos em relação à gasolina.
Este resultado foi obtido através dos avanços tecnológicos incorporados pelo setor
sucroalcooleiro, tanto na área agrícola quanto na área industrial, aliados à melhoria no
gerenciamento de toda a cadeia produtiva e na integração energética, através de co-geração.
Estes fatores foram preponderantes para manter a competitividade em mercados mundiais.
Para que o país se mantenha na dianteira tecnológica deste mercado, muitas pesquisas
deverão continuar sendo feitas no sentido de aumentar a produtividade agrícola e das
unidades industriais, incluindo o aproveitamento dos resíduos e subprodutos da indústria
sucroalcooleira (como, por exemplo, os leilões de energia).
Além disso, ressalta-se a expectativa de um salto tecnológico com a conversão de matéria
lignocelulósica em etanol, cuja tecnologia propiciaria dobrar a produção sem o aumento da
área plantada.
Grandes desafios são esperados para os próximos anos.

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