Acordo entre usinas eleva qualidade de produção.

Presidente do Biocana
Presidente da Biocana diz que maior parte das usinas já assinaram ao acordo.

A maior parte das usinas que integram a Associação das Usinas de Açúcar, Álcool e Energia (Biocana) é favorável ao Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar. A informação é do presidente da entidade, Luciano Sanches Fernandes.
Segundo ele, a adesão é voluntária, porém, o compromisso vai beneficiar empresários e trabalhadores, pois as usinas que o assinaram vão receber um atestado de boas práticas.
“Acredito que isso fez com que a maioria das usinas fosse favorável ao acordo, fruto de um longo estudo do qual participaram governo, empresas e trabalhadores. É um momento histórico dentro do setor. É um importante passo para a valorização do etanol dentro e fora do Brasil”, salienta Fernandes.
Na sua opinião, as empresas produtoras devem ser reconhecidas pelas boas práticas sociais, trabalhistas e ambientais.
“Essa é uma filosofia que está na pauta do dia-a-dia de nossas empresas. Na região Noroeste do Estado, o setor emprega, diretamente, mais de 20 mil trabalhadores. Nossa expectativa é também contar com maior apoio do Governo Federal, no sentido de desenvolver políticas sociais e educacionais, pois o setor se destaca como um dos maiores empregadores do País, gerando renda e desenvolvimento”, comenta.

O QUE DIZ O ACORDO?
O presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única), Marcos Jank, explica que a alma do novo compromisso é a valorização das melhores práticas trabalhistas através da criação de instrumentos de mercado, que as reconheçam como exemplos a serem adotados pelas empresas.
“Opitamos por elevar os padrões médios de conduta com ações pró-ativas e transparentes, em vez de ficarmos destacando as exceções, que sempre existirão em setores desta magnitude,” afirma.
Jank frisou que o compromisso tem caráter evolutivo, portanto temas que não foram acolhidos agora entre as melhores práticas do setor podem, no futuro, ser considerados. O conjunto de práticas já reconhecidas é fruto dos avanços nas relações capital/trabalho, reconhecidos por todos os agentes envolvidos, seja nas negociações coletivas, seja na adoção de boas práticas.
De acordo com ele, no total, 303 das quase 400 usinas em atividade no Brasil – 107 delas em São Paulo – confirmaram sua adesão ao compromisso desde o primeiro dia, um número que superou de longe as melhores expectativas do setor. Tudo indica, porém, que o total deve continuar crescendo, na medida em que todas as usinas tomarem conhecimento do conteúdo do documento.
Para as usinas, assinar o termo de adesão significa cumprir um conjunto de cerca de 30 práticas empresariais exemplares, que em seu conjunto extrapolam as obrigações estabelecidas na lei. Cada usina participante receberá ainda um certificado de conformidade.
“É um passo decisivo e histórico que trata do presente e do futuro e coloca a adoção das melhores práticas trabalhistas em primeiro plano no setor sucroenergético”, finaliza Jank.

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