Aula Sexta-Feira dia 25 de SETEMBRO de 2009

Tecnologia de Fabricação do Etanol II
Professora Tânia



Destilação:

É um processo que visa separar o álcool etílico (etanol) que está presente no vinho.
Entre as separações mais utilizadas na indústria, tem-se aquelas que se baseiam na diferença do ponto de ebulição. Na qual incluem o processo de destilação, que separa as misturas de diferentes volatilidades.

Em função dos pontos de ebulição, defini-se volatilidade. Assim afirma-se que uma substância é mais volátil que outra quando seu ponto de ebulição normal (pressão externa é exatamente uma atmosfera) é menor.

Gay Lussac (GL) – Mede o Grau de Pureza do Etanol, assim como o índice INPM (Instituto Nacional de Pesos e Medidas), não tão convencional, mas também utilizado na medição de teor alcoólico.
GL – 15º C INPM – 20º C (temperaturas padrão)

Álcool é a denominação comum utilizada para definir um grupo de vários tipos de alcoóis, o tipo de álcool produzido nas destilarias é o etanol C2H5OH

Classificação do Álcool:
Industrial 95,20 GL – Fino 96,20 GL – Extra-fino 96 GL – Neutro 96 GL - Álcool de segunda 92 GL – Anidro 99,60 GL - Hidratado carburante 92,60 GL.

O campo de aplicação do álcool é muito grande, principalmente na indústria, como a de alimentos, tecidos, e principalmente de produtos químicos em geral.

Álcool Como Combustível:


O álcool anidro é adicionado a gasolina para elevação da octanagem, assim como existe sua forma hidratada, utilizada como combustível (a água deve ser adicionado ao etanol carburante pois assim há um melhor aproveitamento de combustível e menor desgaste pelo motor).

Alcoóis de cadeia curta como o etanol (C2) e o metanol (C1) são mais voláteis do que a água. Eles
tem uma pressão de vapor maior que a da água. Estes compostos vão para a fase vapor.

Aparelho Destilador:

É um conjunto de colunas e troncos com seus respectivos condensadores e acessórios, interligados estratégicamente, de maneira a se produzir álcool de especificações pré estabelecidas.

Colunas de Destilação:


Coluna A: Esta coluna também é conhecida como coluna de esgotamento do vinho, possui de 15 a 20 bandejas, produzindo um flegma de 35 – 65 º GL e como subproduto a vinhaça. Nesta coluna é admitido vapor para o aquecimento do tronco de destilação.

Coluna A1: Coluna de empuração do vinho
Composta de 8 bandejas, onde é feita a elevação do teor alcoólico e a evaporação do vinho. Nesta coluna o vinho é admitido no aparelho.

Coluna D: Concentração do álcool de segunda
Composta de 6 bandejas sobrepostas à coluna A1 e separada por uma bandeja cega. A interligação destas colunas é feita por uma tubulação de forma de “U”. Sua função é concentrar o álcool de segunda.

Coluna B: Coluna de retificação
Possui 43 bandejas. O flegma alimenta a coluna. No espaço vazio entre as duas seções da coluna, o álcool é retirado dentro das especificações.

Coluna B1: Coluna de esgotamento
Possui 13 bandejas. Da parte inferior retira-se todos os compostos não desejáveis presente no Flegma.

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