10 milhões de carros flex é marco histórico para a indústria


A produção do veículo Flex-Fuel atingiu o número de 10 milhões pela indústria automobilística brasileira, anunciada na quinta-feira (04/03) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), é um marco histórico para a indústria e para o próprio país, e deve servir de estímulo para que as montadoras invistam mais na disseminação global do que foi realizado no Brasil, inclusive em seus países de origem. Essa é a avaliação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que vê motivos de sobra para que o mundo conheça e adote essa verdadeira história de sucesso “made in Brasil”.


“Parabenizamos a indústria automobilística instalada no Brasil pela visão e pelo arrojo demonstrado ao investir fortemente nessa tecnologia, a ponto de muitas dessas indústrias não produzirem mais veículos movidos apenas a gasolina. O próximo passo é levar esse projeto, consolidado tecnicamente e altamente bem-sucedido, ao resto do mundo, já que todas as principais montadoras que estão no Brasil têm presença global,” comentou o presidente da UNICA, Marcos Jank.

Apesar do sucesso indiscutível no Brasil, a tecnologia Flex ainda é oferecida de forma muito tímida em outras partes do mundo, em grande medida porque faltam compromissos com a produção, uso e distribuição do etanol. E onde existem interesse e produção crescente do etanol, em geral existem também obstáculos, principalmente tarifas, que impedem a entrada do produto importado.

O etanol brasileiro de cana-de-açúcar, um produto mais eficiente, de menor custo e reconhecido por sua capacidade de redução de emissões causadoras do efeito estufa, acaba, também, enfrentando dificuldades para penetrar nos principais mercados do mundo de forma competitiva. Isso mantém de pé uma situação irônica: enquanto combustíveis fósseis circulam livremente pelo mundo, os renováveis, capazes de impactar positivamente na luta contra o aquecimento global, são bloqueados.



Globalização do Flex

“Sabemos que não se trata de um processo simples ou rápido, mas a chegada do carro Flex ao resto do mundo é algo que precisa começar e ter apoio decisivo das montadoras, algo que foi fundamental para que a idéia desses resultados tão positivos fossem atingidos no Brasil. Em outros países não será diferente, portanto o papel das montadoras também precisa ser cumprido no resto do mundo,” acrescentou Jank.

Para o consultor em tecnologia e emissões da UNICA, Alfred Szwarc, não há motivo para que as montadoras deixem de apresentar sua tecnologia Flex, e relatem seu sucesso no Brasil, nos grandes encontros globais da indústria automobilística: “É o caso de levar esses veículos e informações sobre eles a feiras de grande penetração, como as de Frankfurt, Detroit e Genebra. É uma pena que nem mesmo no Salão do Automóvel aqui no Brasil se veja algum destaque para o Flex, que deveria ser motivo de orgulho para a indústria, o país e o próprio consumidor,” completou.

O presidente da UNICA lembrou que a entidade hoje acompanha e participa diretamente de discussões e iniciativas envolvendo a produção e uso do etanol em várias partes do mundo, e é surpreendente constatar a falta de informação sobre a presença, o sucesso e a importância do Flex no Brasil. “As montadoras deveriam apresentar o sucesso que conquistaram no Brasil como exemplo perfeitamente viável em outras partes do mundo. O custo para oferecer essa opção ao consumidor não é elevado, e o consumidor ganha a opção de utilizar um combustível renovável e de muito menos impacto para o meio-ambiente do que qualquer combustível fóssil,” comentou Jank. Para ele, a presença de mais carros Flex em mais mercados seria um grande estímulo para que a produção e a oferta ampla do combustível também ocorressem, a exemplo do que já é realidade antiga no Brasil.


Fonte: http://www.unica.com.br/noticias/show.asp?nwsCode=7802B183-C19B-4B84-8604-A35C9C17F11B

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