Darwin e os biocombustíveis


Praticidade precisa ser prioritária nas iniciativas destinadas ao desenvolvimento de padrões de sustentabilidade aos biocombustíveis. Esta foi a principal mensagem do representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) na União Européia (UE), Emmanuel Desplechin, durante evento sobre a harmonização dos padrões de sustentabilidade para os biocombustíveis . O encontro foi organizado pela Shell e a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, em inglês), realizado nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Londres.


O evento reuniu representantes de Organizações Não Governamentais (ONG), de mesas redondas para a sustentatiblidade, da indústria e cientistas, cujos esforços foram promover discussões sobre uma série de problemas comuns enfrentados atualmente pelos grupos envolvidos nas tentativas de desenvolver padrões para a sustentabilidade dos biocombustíveis. Os temas incluem a preservação de biodiversidade, metodologias para calcular emissões de gás carbonico, como também a implementação de esquemas de certificação, incluindo auditoria de toda a cadeia produtiva.

“Dada a proliferação de iniciativas para definir a sustentabilidade de biocombustíveis, diferentes abordagens consideram diversas formas para avaliar os mesmos critérios ambientais, sociais e econômicos. Desta maneira, é essencial que estas experiências sejam compartilhadas,” argumentou Desplechin. Segundo ele, isto ajudaria a evitar que os grupos existentes dupliquem ações e efetuem o que de fato pode ser certificado no âmbito das usinas.

Darwin

Como tem reiterado em outros eventos, o executivo da UNICA novamente alertou sobre a proliferação de iniciativas que objetivam definir a sustentabilidade de biocombustíveis, uma situação que pode gerar confusão aos operadores de mercado e, ao final, desencorajar investimentos. Especialmente em países em desenvolvimento, onde os custos de certificação serão maiores porque os sistemas terão que ser implementados para finalidades específicas. “Esperamos ver alguns `Darwinismos´ nestas iniciativas para garantir que não teremos ao fim do processo certificados diferentes para o mesmo produto. Isto somente aumentará a confusão para o consumidor final, em vez de favorecer a utilização do produto certificado,” argumentou Desplechin.

Diante do atual leque de iniciativas, o representante da UNICA reforçou o compromisso da indústria em favorecer abordagens para esquemas de plantas específicas, que permitam a certificação de diferentes produtos finais não limitados aos biocombustíveis. “Em nosso caso, por meio da iniciativa do Better Sugarcane Initiative (BSI), estaremos não somente em uma posição para cumprir com os critérios de sustentabilidade para o combustível de etanol imposto pela UE, mas seremos também capazes de certificar nossa produção de açúcar, indo além dos requisitos legais da Europa.”

A participação da UNICA no evento ocorreu dentro do escopo do projeto Apex-Brasil/UNICA, iniciado em janeiro de 2008. Trata-se de uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O objetivo do projeto Apex-Brasil/UNICA é promover a imagem do etanol brasileiro de cana-de-açúcar como energia limpa e renovável ao redor do mundo.
 
Fonte: http://www.unica.com.br/noticias/show.asp?nwsCode=CF63C49C-7AED-4ACA-B2DC-40E30D7083EE

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