Safra de Cana promete...

Rita de Cássia Cornélio

Os produtores de cana estão otimistas. Depois de amargarem um ano de prejuízos e falta de pagamento do produto por parte das usinas, eles vislumbram uma safra de preço em alta. A expectativa é atingir até R$ 46 a tonelada, hoje está nos R$ 35. As usinas estão interessadas na compra da cana motivadas pela facilidade na exportação do açúcar que no mercado internacional ganhou espaço e preço por conta do comprometimento da safra da maior produtora do mundo: a Índia.
O presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, confirma que os produtores estão otimistas. “Não dá para comparar com a safra passada”, avisa. Segundo ele, no ano passado existia um preço nominal. As usinas estavam atrasando o pagamento, o pessoal não cortava a cana. Há uma expectativa de atingir R$ 45 a R$ 46 em plena safra. As usinas estão tão interessadas que anteciparam a safra. Estão começando a moer a cana, cortando a cana do ano passado que ficou sem cortar por causa de problemas financeiros.”
Na opinião dele, quanto antes as usinas colherem é melhor, mais rápido vão vender e exportar. “Nesse último mês, o preço do açúcar caiu cerca de 15% no mercado internacional, mas continua com preço muito bom para o exportador. O álcool tem consumo interno e é só administrar.”
Lima Verde acha que a procura pelo açúcar no mercado externo é crescente, especialmente porque o maior produtor do mundo não tem o produto para atender toda a demanda. “As usinas que, no ano passado estavam atrasando e até não pagando o produtor, estão regularizando a situação. Elas precisam produzir álcool e açúcar para o mundo. No sindicato, oito ou nove sócios estavam com problemas com uma usina da região.”
O representante dos produtores frisa que a cana exige investimentos altos e demora cerca de um ano e meio para começar a ser colhida. “A cana tem altos e baixos. Uma hora está péssimo e em outra, ótima. Na região não tem novos plantios. Em compensação, uma multinacional da laranja está entrando no mercado de cana.”
A distância da plantação até a usina, segundo Lima Verde, é fator de limitação. “Quanto mais perto da usina melhor para o produtor. Até 40 quilômetros, as usinas compram, mais distante é muito difícil.”

Fonte: http://www.jcnet.com.br/detalhe_regional.php?codigo=178148

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