Dedini e Novozymes assinam acordo sobre etanol celulósico

(esq / dir) Steen Riisgaard; Pedro Luiz Fernandes, presidente da filial brasileira da Novozymes e José Luiz Olivério


A Dedini Indústrias de Base, líder no mercado sucroalcooleiro; e a Novozymes A/S, empresa dinamarquesa líder mundial em bioinovação, assinaram um memorandum de entendimento para dar continuidade à pesquisa e desenvolvimento de uma rota tecnológica para a produção de etanol celulósico no Brasil. Os parceiros tiveram um encontro em Piracicaba, SP, e esperam se beneficiar do potencial comercial do etanol celulósico no país diante da grande disponibilidade de bagaço de cana. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com uma moagem superior a 600 milhões de toneladas ao ano, dos quais 27 bilhões de litros são utilizados na produção de etanol.

Novozymes, detentora de quase metade do mercado mundial na produção de enzimas e soluções enzimáticas, apresentou recentemente a primeira enzima comercialmente viável para a produção de etanol celulósico. As enzimas decompõem os resíduos agrícolas, como palha de milho, palha de trigo, aparas de madeira e bagaço, permitindo a fermentação do etanol. A Dedini, que fabrica equipamentos para o mercado sucroalcooleiro, desenvolveu um processo químico de hidrólise com ácido diluído e utilizando um solvente da lignina. O objetivo dessa parceria é desenvolver um processo que utiliza a rota da hidrólise enzimática a partir de resíduos da cana-de-açúcar e que resultará na implantação de uma usina de demonstração, integrada a uma refinaria.

Para José Luiz Olivério, vice-presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini, este é um passo importante no sentido de tornar o etanol celulósico uma realidade. "Nós já tivemos grandes avanços com o DHR-Dedini Hidrólise Rápida, uma tecnologia que utiliza o processo com ácido diluído. Há cerca de dois anos, a Dedini busca parceiros para permitir uma solução em escala industrial, baseado na combinação de experiências e tecnologias que possam resultar na produção sustentável de etanol celulósico no Brasil", disse Olivério. "A parceria com a Novozymes vai contribuir significativamente para atingir este objetivo", completou. "Considerando a demanda por etanol no Brasil e a quantidade de bagaço disponível, há uma oportunidade considerável de crescimento neste mercado. A parceria com a Dedini, a maior fornecedora de tecnologia e equipamentos para a indústria da cana brasileira, vai nos ajudar a abrir este potencial mercado", disse o presidente mundial da Novozymes, Steen Riisg aard, que esteve no Brasil na última semana.

Dedini - Presente há nove décadas no setor de bens de capital, a Dedini S/A Indústrias de Base atua em vários segmentos da economia, fornecendo peças, equipamentos, plantas e unidades completas no regime "chave em mãos". A empresa possui 6 parques industriais e dez fábricas instaladas, a empresa tem unidades nas cidades de Piracicaba, Sertãozinho, Recife e Maceió. Com clientes espalhados por 40 países, a Dedini tem como principais setores de atuação: açúcar e etanol, alimentos, sucos e bebidas, biodiesel, cervejarias, cimento, energia e co-geração, fertilizantes, hidrogeração, mineração, metalurgia, petróleo, gás, petroquímica, química, siderurgia e tratamento de efluentes.

Perfil- A Novozymes é líder mundial em bioinovação. Juntamente com clientes de uma extensa gama de indústrias, cria as soluções biológicas industriais do amanhã, melhorando o negócio de seus clientes e o uso dos recursos do planeta. Com mais de 700 produtos utilizados em 130 países, as bioinovações da Novozymes aumentam o desempenho industrial e protegem as fontes naturais, proporcionando soluções significativas e sustentáveis para o mercado em diversos setores, desde a remoção de gordura hidrogenada até os avanços nos biocombustíveis. A exploração incessante dos potenciais naturais é evidenciada pelas 6 mil patentes registradas pela dinamarquesa. Seus mais de 5.000 funcionários trabalham em pesquisa, produção e vendas em todo o mundo. A Novozymes é cotada na Bolsa de Valores de Copenhague (NZYMB). [www.novozymes.com.br].

Fonte: Portal Fator Brasil

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